sábado, 17 de dezembro de 2016

Aos Professores o que é dos Professores (II)

O topete dos pais apressados do PISA
Santana Castilho (Público, 17.Dez.2016)

A modéstia e a humildade seriam prudentes se estes dois carrascos dos professores [Maria de Lurdes Rodrigues e Nuno Crato], finalmente, se tivessem enxergado e entendido que o acontecimento a celebrar é simples e exprime-se assim: apesar do aumento desmesurado das cargas de trabalho, do congelamento das carreiras, da perda de salário, de um ambiente institucional burocraticamente opressivo e inútil e das repercussões na disciplina escolar da degradação social de muitas famílias, os professores portugueses, com dignidade e responsabilidade profissional ímpares, aguentaram, não abandonaram os seus alunos e fizeram-nos progredir.

Por qué no te callas? (III)




quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Pede-se a uma criança

que desenhe uma árvore de Natal e ela desenha...
Foi há dias no Jardim de Infância do Vimeiro, 
a pedido da Educadora Helena Martinho.




sábado, 10 de dezembro de 2016

É melhor esperar sentado pelos resultados

Plataforma instala sonda Geiger-Müller para monitorizar radioactividade no Tejo Internacional
Agência LUSA
A sonda já está instalada em Segura, no distrito de Castelo Branco, o ponto do território português mais perto da central nuclear espanhola de Almaraz.

Cf. https://pt.wikipedia.org/wiki/Contador_Geiger

Onde uns vêem penas de dinossauro, outros vêem resíduos radioactivos de centrais nucleares

A cauda de um dinossauro ficou presa em âmbar
Will Dunham (Reuters e PÚBLICO)

O animal viveu no período do Cretáceo e não teria mais de 15 centímetros de altura.Cerca de 99 milhões de anos depois da sua morte, a cauda de um dinossauro juvenil emplumado foi encontrada em resina de árvores.
O âmbar tem sido uma dádiva para paleontólogos de todo o mundo. Várias criaturas têm sido encontradas preservadas em âmbar, incluindo insectos, lagartos, anfíbios e aves, assim como plantas que incluem flores.

Nota - Cf. o post Hoje quero falar de ácaros onde se lê:
Uma sequência típica de operações de gestão destes resíduos radioactivos passa pela sua imobilização numa matriz sólida adequada, num processo de certo modo equivalente ao aprisionamento de seres vivos fósseis durante milhões de anos.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Tudo tem um princípio

Os pais e as mães do sucesso dos alunos portugueses
Bárbara Wong (Público Online)

Assim que foram conhecidos os resultados dos alunos no TIMSS e no PISA vieram cantar-se loas ao ex-ministro Nuno Crato. Mas o mérito não é, nem podia ser, só dele.

Tudo começa com Marçal Grilo e a obrigatoriedade da educação pré-escolar. Sim, acreditem que é verdade. É no pré-escolar que se fazem descobertas, se trabalha a leitura mesmo que as crianças não aprendam a ler, mas aprendem a ouvir e a interpretar; que se começa a treinar a numeracia, de forma divertida, aprende-se a ordenar os objectos, a contá-los; aprende-se a partilha, a ultrapassar obstáculos, a trabalhar em conjunto. Os meninos não saberiam responder a questões práticas como as que são postas nos testes PISA se não tivessem passado pelo pré-escolar.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Aos Professores o que é dos Professores

A que se deve o facto de sermos o país que mais subiu no PISA?
Helena Damião (Blogue De Rerum Natura)

Não certamente apenas e só às políticas e às mudanças curriculares, que é o que sobressai nas notícias nacionais e
internacionais, mas também, e talvez sobretudo, ao trabalho dos professores que, muitas vezes em condições adversas, não desistem de ensinar.


segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

domingo, 4 de dezembro de 2016

Untitled


 A foto de Ana Quartilho (Educadora de Infância, Coimbra)...

... faz lembrar um quadro de Rothko, não?

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Desert Island Paint, exposição de Paulo Quintas


Não ao atarax, sim à ataraxia...

Ataraxia, please
Miguel Esteves Cardoso (Público)
Na Antologia de Stobaeus ele diz que Demócrito, quando fala da felicidade, também lhe chama contentamento (euthumia), bem-estar (euestô) e harmonia, equilíbrio e imperturbabilidade (ataraxia). Por alguma razão se diz que foi ao ler Demócrito que Epicuro decidiu dedicar-se à filosofia.
Imperturbabilidade é a melhor palavra para entender a ataraxia que Epicuro dizia ser o primeiro dos prazeres. Goza de ataraxia quem se encontra livre de medos, preocupações, inseguranças, angústias, dores ou preconceitos.
A ataraxia é a mais desejável das liberdades. Não é o estado de espírito provocado pelo medicamento que lhe roubou o nome, Atarax. É a tranquilidade que dispensa não só o Atarax como saber da existência dele. Para quê?
O recomendadíssimo “eu só quero que não me chateiem” é um aspecto da ataraxia. Mas falta incluir a pessoa que mais nos chateia: nós próprios. A ataraxia, para Epicuro, é um luxo acessível. Basta convencermo-nos que o medo (da morte, dos deuses, da dor) é uma perda de tempo. O medo faz mal. O medo não resolve nada. O medo intromete-se. O medo estraga tudo. Estou a excluir os medos bons, que dão prazer.
A ataraxia parte de uma decisão: a partir de agora não vou deixar que as chatices evitáveis da vida perturbem a tranquilidade com que gozo os prazeres da vida. É uma questão de prática. Fala-se bastante de outras grandes noções dos clássicos gregos mas a ataraxia não é suficientemente conhecida. É uma palavra portuguesa que dá gosto dizer: ataraxia. E ajuda.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Enquanto há "gente para falar"...

Donald Trump e a lição de Martin Niemoller
Tiago Moreira de Sá (Público)

Martin Niemoller escreveu um famoso poema, que de resto conheceu várias versões como a do seu contemporâneo Bertolt Brecht, captando bem a forma como muitos trataram o nacional-socialismo e Hitler ao longo de demasiado tempo. Alertou ele: “Primeiro vieram buscar os comunistas e eu não disse nada pois não era comunista. Depois vieram buscar os socialistas e eu não disse nada pois não era socialista. Depois vieram buscar os sindicalistas e eu não disse nada pois não era sindicalista. Depois vieram buscar os judeus e eu não disse nada pois não era judeu. Finalmente, vieram buscar-me a mim – e já não havia ninguém para falar.”

A vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais norte-americanas tem sido tratada de um modo geral com complacência. Os argumentos são variados: ele não é ideológico, agora no poder não vai cumprir muito do que prometeu, as instituições vão fazer o seu papel, os freios e contra-pesos vão funcionar e por aí fora. Trata-se de uma atitude perigosa e talvez a melhor forma de demonstrar isso seja reflectir sobre o que é, mas ao mesmo tempo sobre o que não é, o Presidente-eleito dos EUA. [...]

Com as devidas diferenças, é bom ter presente a lição de Martin Niemoller, não ser complacente e denunciar qualquer ataque à democracia, à liberdade, aos direitos e garantias na América. Enquanto há “gente para falar”.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

A Suiça pronunciou-se sobre o nuclear




Os eleitores suíços rejeitaram um plano contra a energia nuclear. No referendo, a maioria dos estados votou contra. O plano foi promovido pelo partido Verde.