sábado, 21 de outubro de 2017

Orgulho no Presidente da República

João Miguel Tavares (PÚBLICO, 21.Outubro.2017)

Após a tragédia de Pedrógão Grande e a devastação do último fim-de-semana, Marcelo superou em muito a figura do grande consolador — 
ele foi o atilho que uniu o país, o grito que acordou o primeiro-ministro.


Fotografia de Nuno André Ferreira que a revista Time destacou 
na rede social Instagram para retratar a tragédia portuguesa.

À atenção de quem decide


Paulo Azevedo, presidente da Sonae, criticou Carlos Magno, presidente da ERC, acusando-o de impedir o veto a uma operação com riscos “não controláveis”.


Fonte: PÚBLICO

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Acusação contra a moção de censura do CDS

Ascenso Simões (PÚBLICO, 20.Out.2017)
A moção de censura apresentada por Assunção Cristas é um ato político miserável.

Identificada a acusação pública que recai sobre um governo e uma ministra, o país assiste a um dos momentos mais negros da nossa vida democrática que é esta moção de censura. É perante ela que se faz esta acusação pública. Assunção Cristas merece uma única sentença — culpada.


NOTA - Para compor o ramalhete, só faltava mesmo esta afirmação:
Cabe ao PCP, PS e BE avaliarem [...] se a morte de 100 pessoas é grave”, disse Nuno Magalhães, líder parlamentar do CDS.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Presidente da República põe os pontos nos ii


Presidente da República pede clarificação à esquerda sobre capacidade do Governo em liderar novo ciclo e sugere remodelação no Governo e na Protecção Civil. Esta é a "última oportunidade".

Fonte: PÚBLICO

terça-feira, 17 de outubro de 2017

É insuportável! BASTA!

Já não é o acto, é a maneira. Já não é a teimosia, é a atitude perante a dificuldade. 
Já não é a ministra, é António Costa. Será que este Governo se acha inimputável?

Fonte: PÚBLICO

sábado, 14 de outubro de 2017

José Sócrates... a narrativa continua(rá)


O antigo primeiro-ministro voltou a negar todas as acusações, acusando o 
Ministério Público de "perseguição", e apresentou "provas" na entrevista à RTP.

Para o final ficou o momento de maior tensão. “Hoje como paga as suas despesas?”, perguntou o jornalista da RTP. Sócrates irritou-se: “O que é que o senhor tem a ver com isso? Isso é uma pergunta de um jornalista? É uma pergunta do Correio da Manhã?”  
 
Fonte: PÚBLICO

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Energia limpa, não! Quanto mais suja, melhor!

Num encontro no Kentucky, o administrador da EPA [Agência de Proteção Ambiental] argumentou que as medidas previstas por Obama são excessivas e que, por isso, vão começar a ser desmanteladas. “A guerra contra o carvão acabou”, disse Pruitt perante aplausos dos presentes. (Fonte: EXPRESSO)

NOTA - O carvão, além de estar na origem da produção de gases com "efeito estufa", origina poluição radioactiva... Cf. Coal Ash Is More Radioactive Than Nuclear Waste.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

JG praticando "pool"... encontros afortunados


 
"O João... será sempre um prazer lidar com este menino, muito educado e
muito meigo; quero ter sorte e saúde para o acompanhar sempre" (mestre Vítor).

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Dia do Professor... um testemunho



[...] Hoje em dia, as reformas sucedem-se sem tempo para parar, respirar, avaliar. Sem tempo para pensar e acordar tempos mais longos e sérios de vigência e ciclos de experimentação e avaliação. Ciclicamente apaga-se a roda, inventa-se a roda, apaga-se o fogo, redescobre-se o fogo, burilam-se as palavras e por vezes, muitas vezes, demasiadas vezes, faz-se maquilhagem do que já se experimentou mais do que uma vez. É legítima a desconfiança, o receio de ser apenas mais uma, porque dá trabalho andar o tempo todo a mudar papéis, nomes, siglas, conceitos. Coisas curtas no tempo de curtas ou médias legislaturas, para a seguir se instalar outra coisa qualquer, ou a mesma coisa disfarçada de outra coisa. A diferença é que agora temos mais alunos por turma, crianças diferentes e mais necessitadas de atenção, mais turmas, mais apoios, mais reuniões, mais tempo na escola, mais papéis, menos tempo para repensar práticas, para ler, discutir, planear. E já nem os computadores se aguentam. Os equipamentos de 2009 estão cansados e este está a ser um ano estranho, em que muito falha no digital/internet. Quando nos queixamos ouvimos uma explicação (será possível?) "que no ministério houve migração de qualquer coisa - servidores?- para qualquer lado, com prioridade de sinal para serviços administrativos e isso e coisa e tal". Vou acreditar que não é assim. E se é, não compreendo. Mas os alunos já se riem quando tento, em mais do que uma sala, fazer algo. Dizem-me compreensivos: professora, faça à antiga! [...]
 




Teresa Martinho Marques
http://tempodeteia.blogspot.pt/2017/09/se-e-faz-como-eu-te-digo.html

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Nasci num dia quatro, às quatro da madrugada



                                  Foi em 62
                                  com os Beatles a cantar
                                  que cheguei numa corrida
                                  com medo de me atrasar.

                                  Eram três e tal da manhã
                                  no táxi quase nasci
                                  entre Alverca e Lisboa
                                  mas, pronto, lá consegui
                                  mesmo impaciente
                                  aguentar-me sossegada
                                  p’ra depois em dez minutos
                                  na clínica de S. Gabriel
                                  vir ao mundo a correr
                                  às quatro da madrugada.

                                  Quatro quilos, dia quatro,
                                  quatro horas da manhã
                                  (não sei se foi por acaso
                                  se foi obra da mamã).

                                  Dizem que gastei os quilos
                                  com tanta aceleração
                                  Miss Speed é minha alcunha
                                  (a caminhar p’ós quarenta
                                  qualquer dia é tradição).

                                  Mas pronto, é mesmo assim!
                                  E não há nada a fazer...
                                  Hei-de ter cem e passar
                                  o tempo todo a correr!

                                Teresa Martinho Marques (2001)
                                     

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Rescaldo das eleições autárquicas

João Miguel Tavares (PÚBLICO, 02.Out.2017)
Por muito teimoso e persistente que seja, não se afastar da liderança do PSD seria uma traição ao seu partido e uma violência sobre si próprio. Passos Coelho estaria condenado a vaguear, como um zombie, até às próximas legislativas, para inevitavelmente as perder e ser corrido sem honra, nem glória. Já várias vezes escrevi que o país muito lhe deve, e que a História lhe fará justiça. Mas agora é hora de pendurar o retrato na Rua de São Caetano à Lapa e dizer adeus.

domingo, 1 de outubro de 2017

No Dia da Música... Cécile McLorin Salvant

Miguel Esteves Cardoso (PÚBLICO, 01.Out.2017)
Não é honesto falar no talento de Cécile McLorin Salvant sem falar de génio. 
Génio não é o que ela tem. Génio é o que ela é.


sábado, 30 de setembro de 2017

Hoje é dia de reflexão

João Miguel Tavares (PÚBLICO, 29.Set.2017)


Não será um atestado de menoridade mental e de paternalismo estatal, que obriga o país a um pesaroso silêncio de 24 horas e a comunicação social a um penoso exercício de auto-censura?

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Fez-se justiça ao jornal O MIRANTE

Com a devida vénia, transcrevo com satisfação o artigo seguinte de Francisco Teixeira da Mota, porque 
sou amigo do jornal O MIRANTE e do seu director-geral Joaquim António Emídio desde a primeira hora.

Francisco Teixeira da Mota (PÚBLICO, 29.Set.2017)

Joana Emídio, Alberto Bastos, António Palmeiro, João Calhaz, Joaquim António Emídio

As palavras indignadas que transcrevo foram escritas no jornal O Mirante, no âmbito de uma acção movida por um advogado de uma câmara municipal do norte do país contra aquele jornal e os seus jornalistas, pedindo não só a retirada dos artigos e da fotografia que falavam sobre si na edição online no jornal como um elevado pedido de indemnização:
Se o ridículo matasse, o advogado da câmara municipal já seria um cadáver há muito tempo. A acção que resolveu interpor em tribunal contra O Mirante e os seus jornalistas é um atentado à liberdade de informar [...]. Trago aqui o assunto porque este caso trouxe pela primeira vez dois inspectores da Polícia Judiciária aos nossos computadores da redacção. O advogado queixoso conseguiu que a justiça se mexesse de forma a que não fizéssemos desaparecer dos computadores os textos em que ele se sentia ofendido. O nosso pecado foi termos escrito que o dito advogado, prestador de serviços à câmara municipal, tinha exigido quase meio milhão de euros. [...] O que me espanta nesta história é saber que ainda há gente do lado desta gente, habituada a ganhar a vida graças aos políticos amigos, e que vem clamar por justiça por publicarmos uma fotografia sem a devida autorização. Como é que é possível um tipo ter a profissão de advogado, trabalhar para uma autarquia em processos que são públicos e notórios, e depois pedir em tribunal a condenação de um jornal e dos seus jornalistas por publicarmos a sua foto sem lhe pedirmos autorização? O ridículo ainda maior é vivermos num país que tem uma justiça que permite este tipo de oportunismo.”
No tribunal de 1.ª instância, o advogado conseguiu a condenação do jornal e dos jornalistas a retirarem a fotografia e os artigos da Internet e a pagar-lhe uma indemnização no valor de 105 euros por cada hora em que permanecessem artigos e fotografia na Internet a partir da data em que o jornal tinha tomado conhecimento da acção. Para o tribunal de 1.ª instância, o bom nome e a honra do advogado tinham sido ofendidos gravemente, não havia necessidade de o fazer e a fotografia publicada do advogado numa sessão pública da câmara não podia ter sido publicada sem a sua autorização.
Pode-se — inequivocamente — dizer que, nesta comarca, o tribunal tinha um entendimento muito pouco democrático da liberdade de expressão e de informação. Um jornal local, segundo este tribunal, não tem o direito de, em artigo de opinião, criticar de forma violenta e sarcástica a actuação de um advogado avençado da câmara nem de publicar a sua fotografia captada num lugar e evento público. A vingar este entendimento, muito pobre seria a nossa realidade informativa: no limite, só comunicados oficiais e diplomas legais poderiam ser publicados ou textos respeitosos e deferentes, do tipo “Peço desculpa mas vejo-me obrigado a discordar de V. Exa.”.
Recorreram os jornalistas e o jornal para o tribunal da Relação, que considerou que o que era decisivo era saber se os artigos em causa ultrapassavam os limites da liberdade de expressão ofendendo os direitos de personalidade (bom nome, honra, imagem) do advogado. E o tribunal da Relação concluiu que fora lícita a actuação de O Mirante, já que o advogado, ao estabelecer um contrato com a câmara, tinha de esperar e de aceitar a exigência de um escrutínio público mais rigoroso da sua conduta, em particular quanto à gestão de recursos públicos, sendo que a “crítica não exclui a ironia, o humor, mesmo corrosivo e o tom sarcástico”. E absolveu jornalistas e jornal.
Recorreu, indignado, o advogado para o Supremo Tribunal de Justiça (STJ), tendo-se debruçado sobre o seu caso, no passado dia 13 de Julho, os juízes conselheiros Lopes do Rego, Távora Victor e António Piçarra. Apesar da ofensa à sua dignidade e dos sofrimentos e prejuízos que o advogado alegava, o STJ manteve a absolvição de O Mirante e dos seus jornalistas até porque, em termos das decisões do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, seguramente que a condenação de O Mirante e dos jornalistas em Portugal viria a determinar a condenação do nosso país em Estrasburgo e a termos de pagar — todos nós, contribuintes — uma indemnização ao jornal e aos jornalistas. Para o STJ, a dignidade humana de que fala a nossa Constituição não abrange apenas a honra de cada um mas inclui, também, o que me parece estar inequivocamente correcto, “a ausência de mordaças”.

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Sai Schäuble, entra quem?

Manuel Carvalho (Editorial, PÚBLICO, 28.Set.2017)
Schäuble foi duro, preconceituoso e implacável na crise do euro.
Mas é um europeísta – qualidade que o seu sucessor pode não ter.

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Escravatura e histórias mal contadas

João Pedro Marques (Público, 27.Set.2017)
Não inventem fantasmas nem despertem os demónios da oposição racial. 
E, de caminho, não nos contem histórias mal contadas.

"Europa em Marcha"... para onde?

Teresa de Sousa (Público, 27.Set.2017)
Macron dispara em todas as direcções para apresentar a sua ideia da Europa que quer daqui a 10 anos.


segunda-feira, 25 de setembro de 2017

domingo, 24 de setembro de 2017

Na Alemanha joga-se hoje o futuro da Europa?

A chanceler arrisca-se a quase perder mesmo vencendo, os sociais-democratas podem ter a sua votação mais baixa de sempre e a extrema-direita veio para ficar. É uma eleição que vai mudar o país e que tem “muito mais turbulência do que o que parece”.


Adenda: Análise de Teresa de Sousa (Público, 25.Set.2017)
A entrada da extrema-direita no Bundestag terá outro efeito negativo: aumentará as tensões internas num país cujo sistema político foi desenhado para forçar os consensos e impedir a concentração do poder.